O deficiente, a escola e a família
Segundo Francisco J. Lima
(2009) quando se fala em
inclusão, não se restringe somente ao respeito e afeto dispensados a todos os
alunos. Fazendo parte da Educação Inclusiva o conhecimento do diagnóstico do
aluno deve ser usado para o benefício, e não para ele ser rotulado ou
classificado em algum protocolo.
Segundo o autor, a família que tem um filho
com necessidades especiais leva o diagnóstico para a instituição escolar, não
como uma justificativa de que os profissionais não realizam seu trabalho
adequadamente, mas sim como um instrumento de ajuda, para que os professores ou
profissionais possam educar seu filho com uma melhor qualidade. Acontecendo,
então, uma parceria entre a escola e família.
Quando acontece a parceria entre a família
que tem um filho (a) portador de deficiência e a instituição escolar com um
mesmo objetivo: garantir uma qualidade educacional, o seu bem estar,
respeitando-o os seus limites, esse processo é chamado de Inclusão Educacional.
Sendo de fato verdadeiro quando acontece em todos os níveis educacionais seja
ele formal ou não formal.
O autor acredita que a escola só será inclusiva
quando todos os alunos de uma dada sala de aula tenham algum tipo de
deficiência, mas que o ensino esteja de acordo com os princípios inclusivos.
Respeitando o direito do aluno, respondendo as suas necessidades educacionais
em qualquer série que o aluno esteja inserido, dando condições para que a
criança adquira o conhecimento há seu tempo.
Por meio que a família deve ter uma
participação ativa na escola lutando pelos direitos de seu filho. A família
deve oferecer à escola as informações necessárias de seu filho como, por
exemplo: gostos, costumes, etc. Esta troca de informações entre a família e a instituição
escolar vai fazer toda a diferença para o desenvolvimento da criança.
Lima afirmou que a família deve ser ciente
dos direitos dos filhos, dando suporte e garantindo este direito, porque nem
sempre a instituição escolar respeitará o direito do seu aluno. Infelizmente
ainda há pessoas que fazem parte das instituições educacionais que não
acreditam no potencial de uma criança com necessidades especiais. A família e a
escola devem trabalhar juntas, visando à igualdade de oportunidades, dando condições
para que ocorra a aprendizagem da criança.
Já
Miguel. C. M. Chacon(2008) argumenta que a família pode ser uma ponte de apoio
quanto um empecilho na concretização do processo educacional.
O autor afirmou que há uma dinâmica nas
relações familiares por meio que se é direcionado um olhar de cada um dos seus
membros para com o outro e para consigo mesmo. As relações familiares podem ser
mais transacionais do que fixas, como por exemplo, suas funções sociais e
profissionais, se adaptando conforme suas necessidades para garantir sua
sobrevivência.
A escola também passa constantemente por
processos de mudanças, à medida que são alteradas as políticas educacionais,
adequando-se conforme necessário. Devendo estar presente no desenvolvimento do
aluno com necessidades especiais em parceria com a família, favorecendo a
educação e escolarização do ponto de vista legal, viabilizando uma educação
inclusiva e de qualidade.
Assim
sendo, quando se aborda o assunto inclusão devem-se relatar todos os âmbitos
sociais dentre eles: o familiar, o escolar. A sociedade também, que foi
excludente, mas também inclusiva. A escola e família têm importância na
construção sociedade inclusiva. O autor afirma que ainda é um mito falar que a
família e a escola caminham juntas, pois há toda uma burocracia por trás, como
por exemplo, a política e a economia do País que são um dos principais
empecilhos desta aproximação.
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